Irã ordenou que houthis fechem estreito do Mar Vermelho caso EUA ataquem rede elétrica do país, diz agência


Em apoio ao Irã, Houthis ameaçam fechar estreito vital para o comércio mundial
O Irã pediu aos Houthis, grupo extremista do Iêmen, que se preparem para fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, rota petrolífera do Mar Vermelho, caso os Estados Unidos ataquem a infraestrutura de energia iraniana, disseram três fontes à Reuters nesta quinta-feira (16).
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Segundo duas fontes iranianas de alto escalão e uma fonte próxima ao movimento iemenita, que falaram sob condição de anonimato, a ideia foi discutida entre a liderança da República Islâmica e a mensagem foi transmitida aos aliados houthis do Irã.
A fonte próxima aos houthis afirmou que o grupo já concluiu os preparativos para atacar navios, implantando mísseis e drones perto do estreito de Bab el-Mandeb, e aguarda a ordem para iniciar o ataque.
Também contou que representantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), que já estão no Iêmen, controlarão a decisão sobre quando fechar o Estreito de Bab el-Mandeb.
Estreito de Bab-el-Mandeb, no Mar Vermelho
Arte TV Globo
Com o Estreito de Ormuz já fechado, qualquer ataque dos Houthis a embarcações ou portos no Mar Vermelho interromperia simultaneamente as duas principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio, abrindo uma nova frente tanto na crise energética quanto no conflito mais amplo do Irã com os Estados Unidos.
O Irã considera os houthis como parte de seu “Eixo da Resistência” regional, uma aliança que também inclui o Hezbollah do Líbano e grupos armados xiitas iraquianos que já se juntaram ao conflito regional entre Teerã e Washington, mas os rebeldes ienamitas ainda não entraram formalmente no conflito.
Os Estados Unidos afirmam que o Irã forneceu armas, financiamento e treinamento aos houthis. Teerã nega a acusação.
EUA fizeram ataques ao Irã na manhã e na tarde desta quarta (15)
As Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã na tarde desta quarta-feira (15). Segundo os militares, os alvos são instalações utilizadas pelo regime dos aiatolás para ameaçar embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Explosões foram registradas na região de Bandar Abbas, a principal cidade portuária do sul do Irã às margens do estreito e um dos pontos mais estratégicos do Oriente Médio. Autoridades iranianas confirmaram a ofensiva.
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Enquanto os ataques aconteciam, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país persa “quer muito” chegar a um acordo de paz, e acrescentou que caberá a Washington decidir se dará esse passo ou não.
“Eles querem chegar a um acordo desesperadamente. Não gostam do que estamos fazendo e realmente querem negociar. Vamos descobrir se chegaremos a um acordo com eles ou se simplesmente vamos acabar com isso”, afirmou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião bilateral com o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi (não aparece na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 14 de julho de 2026
REUTERS/Evan Vucci
Durante a manhã, os EUA já haviam lançado uma onda de bombardeios contra a ilha iraniana de Grande Tunb — no Golfo Pérsico— entre 7h e 8h30, no horário de Brasília. A ofensiva matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do Irã.
No começo da tarde, a Guarda Revolucionária do país ameaçou fechar outras rotas marítimas pelo mundo que beneficiem os EUA. Segundo eles, a obstrução é uma resposta ao bloqueio naval que Washington impõe contra os portos e o petróleo iranianos.
“A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém”, afirmou a Guarda, em comunicado.
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