Justiça francesa mantém condenação de Marine Le Pen e impõe uso de tornozeleira, mas reduz período de inelegibilidade


Agora no g1
A corte de apelações da França confirmou a condenação de Marine Le Penn, principal nome da extrema-direita do país, por acusações de desvio de verba nesta terça-feira (7). A pena foi determinada em três anos em regime fechado, dos quais dois foram suspensos e um será cumprido em regime aberto, com uso de tornozeleira eltrônica.
A decisão reduziu a pena de inelegibilidade para 45 meses, sendo que 30 foram suspensos. Como ela já cumpriu a maior parte dos 15 meses restantes desde a condenação – proferida em 2025 – ela poderá se candidatar às eleições presidenciais francesas marcadas para abril de 2027.
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Marine Le Pen concede entrevista à TV TF1, da França, após ser declarada inelegível, em 31 de março de 2025
Thomas Samson/Pool via Reuters
Le Penn foi considerada culpada por desviar 1,4 milhão de euros do Parlamento Europeu destinados à contratação de assessores parlamentares. Segundo a acusação, entre 2004 e 2016, ela e outros integrantes de seu partido utilizaram dinheiro da União Europeia para pagar funcionários que, na prática, trabalhavam para a legenda na França, e não em atividades ligadas ao Parlamento Europeu.
A sentença original foi criticada por aliados da política francesa e de outros países, que acusaram o Judiciário de interferir na disputa democrática. Já seus adversários defenderam que representantes eleitos devem responder à Justiça sob as mesmas regras aplicadas a qualquer outro cidadão.
Divisão interna
A decisão deve provocar um intenso debate dentro do partido da política, o Reagrupamento Nacional (RN), que há meses se prepara para dois cenários possíveis. Um deles é liderado por Le Pen, e outro pelo presidente do partido, Jordan Bardella.
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Bardella tem dito que pretende para ser primeiro-ministro em um eventual governo de Le Pen, e não seu substituto. No entanto, caso ela decida não concorrer, ele poderá assumir a candidatura do partido.
Pesquisas de intenção de voto mostram tanto Le Pen quanto Bardella entre os favoritos para chegar ao segundo turno da eleição presidencial. Alguns levantamentos recentes, inclusive, indicam que Bardella teria desempenho superior ao de Le Pen na primeira rodada da disputa.

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