Infantino vai pedir a Trump ajuda para permanecer à frente da FIFA, diz jornal

Presidente da Fifa desiste de criar empresa para administrar competições
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, vai pedir ajuda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que consiga permanecer à frente da entidade, de acordo com uma reportagem do jornal “New York Post” publicada nesta segunda-feira (3).
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Infantino angariou críticas na semana passada de dirigentes da FIFA por conta de um plano para vender direitos comerciais da Copa do Mundo. O projeto prevê a criação de uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) para administrar a Copa e os Mundiais de Clubes masculino e feminino. Diante das críticas, ele disse ter desistido do plano (leia mais abaixo).
Mas a ideia gerou uma onda de pressão para que Gianni Infantino renuncie ao cargo.
Segundo o “New York Post”, Infantino pediu ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, uma reunião para que Rubio tente convencer Trump a apoiar o dirigente. O jornal disse que a reunião ocorrerá nesta segunda-feira.
O governo norte-americano ainda não havia confirmado publicamente a reunião até a última atualização desta reportagem.
👉 Ao longo da Copa do Mundo de 2026, que ocorreu nos Estados Unidos, no México e no Canadá, Trump e Infantino mostraram uma relação de proximidade. Antes da competição, o dirigente criou um prêmio inédito da FIFA, o Prêmio FIFA da Paz, e o concedeu ao presidente norte-americano, que vinha reinvincando que deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
A proximidade entre Gianni Infantino e Donald Trump alimenta questionamentos sobre conflitos de interesse no plano da Fifa de atrair investidores privados
Kai Pfaffenbach/REUTERS
Plano de Infantino
Na semana passada, Infantino anunciou a proposta de criação de uma nova subsidiária, chamada FIFA Forward Enterprise (FFE), que possibilitaria a venda de uma participação minoritária dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados por cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões).
Segundo o plano divulgado por Infantino, caso a FFE saia do papel, a comercialização dos direitos comerciais da Copa será realizada por meio do fundo de investimento Thrive Eternal, controlado por Joshua Kushner. Joshua é irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump.
A proposta foi amplamente rejeitada pela opinião pública. A Uefa, que comanda o futebol europeu, foi além e decretou um boicote a todas as competições organizadas pela Fifa até que a proposta seja definitivamente enterrada.
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