Em recurso, Trump usa ataque a tiros em jantar como argumento para construção de salão de festas

Atirador é acusado formalmente de tentar assassinar Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (28) o texto de um recurso de seu governo contra a paralisação das obras do salão de festas que ele tenta construir na Casa Branca. Na nova moção, a defesa de Trump usa como principal argumento a tentativa de ataque no jantar do presidente com correspondentes em um hotel de Washington.
A moção foi protocolada no Tribunal Distrital de Colúmbia, que havia bloqueado os planos do governo Trump para construir o novo salão até que o Congresso norte-americano desse o aval à obra.
O Departamento de Justiça do presidente Donald Trump está usando o tiroteio ocorrido no jantar de correspondentes da Casa Branca no sábado (25) para pressionar os preservacionistas a desistirem do processo que movem contra o projeto de um salão de baile de US$ 400 milhões no local da antiga Ala Leste da Casa Branca.
“É hora de construir o salão de baile”, afirmou o procurador-geral interino Todd Blanche no domingo, em uma carta na qual o procurador-geral adjunto Brett Shumate dá ao National Trust for Historic Preservation (Fundo Nacional para a Preservação Histórica), que entrou com uma ação para impedir a construção, até as 9h da manhã de segunda-feira para retirar o processo.
Caso não o faça, escreveu Shumate, o governo pedirá a um tribunal que o faça “em vista dos eventos extraordinários da noite passada”, alegando que o Washington Hilton — local do jantar de gala de sábado — é “demonstradamente inseguro” para eventos com o presidente “porque seu tamanho apresenta desafios extraordinários de segurança para o Serviço Secreto”.
O salão de baile da Casa Branca, escreveu Shumate, “garantirá a segurança do presidente por décadas e impedirá futuras tentativas de assassinato contra o presidente no Washington Hilton”. Questionado sobre a carta, Elliot Carter, porta-voz do National Trust for Historic Preservation, disse no domingo que o grupo a analisaria com assessoria jurídica.
O grupo de preservação entrou com uma ação judicial em dezembro, uma semana depois de a Casa Branca ter concluído a demolição da Ala Leste para dar lugar a um salão de baile que, segundo Trump, comportaria 999 pessoas. Trump afirma que o projeto é financiado por doações privadas, embora dinheiro público esteja custeando a construção do bunker e as melhorias de segurança.
Uma multidão de 2.300 pessoas compareceu ao evento de sábado à noite no Hilton, que possui um dos poucos salões em Washington com espaço suficiente para tal. O local acomoda os participantes em mesas redondas com cadeiras dispostas de costas umas para as outras, e o espaço para se movimentar é limitado. O jantar não é um evento da Casa Branca — é organizado pela Associação de Correspondentes da Casa Branca, uma organização sem fins lucrativos composta por jornalistas de veículos de comunicação que cobrem o presidente.
Esta reportagem está em atualização.

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